Considera-se que nenhum mapa geológico regional pode ser dado como
concluído até que a geologia tenha sido interpretada a partir das informações do campo,
normalmente acompanhadas por trabalhos de laboratório. Assim, é muito frequente
observar diferenças quando confrontamos mapas de pequena escala com mapas
geológicos de grande escala, onde os primeiros foram obtidos unicamente de forma
interpretativa. Neste contexto, as relações estratigráficas do Grupo Paranoá e Grupo
Bambuí na região da FERCAL, e em outras regiões do DF, tem seus limites sempre
modificados com novos estudos.
Também, em muitos locais da região norte do DF, onde ocorre a presença de
cobertura vegetal densa, não se pode observar rochas com frequência para apoiar os
trabalhos de campo. Desta forma, os mapas geológicos registram muitas informações
oriundas da interpretação fotográfica e das imagens aéreas. Nestes locais, os rios e as
cristas abertas mais elevadas são os melhores locais para encontrar afloramentos, ou
ainda em cortes de estrada que seguem o relevo movimentado, onde se exibe
excelentes exposições, às vezes de maneira contínua e com vários níveis estratigráficos.