A evolução do relevo no planalto central brasileiro se relaciona com os
processos geomorfológicos que deram origem a abertura do oceano atlântico, a
formação da cordilheira andina e ao equilíbrio isostático da plataforma sul-americana.
No entanto, é herança das megaestruturas das áreas cratônicas e da faixa Brasília que
remontam o Pré-Cambriano. Neste processo evolutivo, os perfis lateríticos que ocorrem
na região são importantes indicadores de antigas superfícies aplainadas, estando
associados aos períodos de estabilidade tectônica da plataforma na Era Cenozóica.
Em escala regional, durante as movimentações tectônicas do período que
sucedeu à formação da faixa Brasília, promoveram-se soerguimentos, reativações de
falhas antigas e basculamentos de blocos no ambiente continental, induzindo
processos policíclicos de erosão e, consequentemente, do rebaixamento do relevo, de
maneira que as rochas atualmente observadas representam terrenos formados em
maior profundidade da crosta. A interpretação destes processos na região ainda carece
de melhor detalhamento, visto que grande parte da paisagem de então se encontra
exumada, além de grande parte das microformas do relevo atualmente observadas
serem reflexos de eventos geológicos recentes pouco avaliados.