No local ocorrem rochas calcárias e quartzíticas em extenso afloramento, sendo
estas últimas esculpidas e com a presença de várias figuras e sinais gráficos em baixo
relevo de conotação arqueológica. A denominação Bisnau advém do pequeno rio na
redondeza que dá origem, em alguns tributários, a cachoeiras e corredeiras de rara beleza
cênica. Em que pese o proprietário local preservar o ambiente, o sítio arqueológico é alvo
de vandalismo, sendo ainda exposto às intempéries climáticas.
Nesta região de Bezerra, e no prolongamento a sul, em direção ao município de
Unaí/MG, estão expostas somente as sequências de topo do Grupo Paranoá,
predominantemente associadas a rochas quartzíticas e, secundariamente, ritmitos com
níveis arcoseanos. Estes últimos representando parte de um sistema fluvial entrelaçado
retrabalhado por processos marinhos. A proveniência destes sedimentos arcoseanos
decorreu do soerguimento localizado do embasamento cristalino, de natureza
composicional félsica, considerando a presença predominante de quartzo, microclínio e
ilita na matriz sedimentar.