Se trata de dolina de colapso, de formato circular, oriunda do carste subjacente,
apresentando paredes escarpadas com aproximadamente 50 metros de altura e 120
metros de diâmetro, tendo em seu interior densa cobertura vegetal, desenvolvida em
ambiente permanentemente úmido, e contrastando com a vegetação típica do cerrado
que ocorre em superfície. No interior da cavidade, ocorre o lençol freático, onde se
observa duas galerias nas quais se desenvolveu a drenagem subterrânea ao longo das
fraturas rochosas.
Ao caminhar pelas trilhas que bordejam a dolina, é possível observar rochas
quartzíticas intercaladas com metapelitos, na forma de lentes de pequena espessura que
se apresentam em todo o perfil da dolina, no entanto predominando as rochas
quartzíticas. Tais rochas são cartografadas como pertencentes ao Grupo Paranoá, de
idade Meso/Neoproterozóica. O desenvolvimento da abertura interior da dolina decorreu
da dissolução das rochas carbonáticas, que comporiam lentes entremeadas com as
rochas siliciclásticas, não mais observadas.