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SÍTIO ARQUEOLÓGICO TOCA DA ONÇA

Resumo

O sítio arqueológico Toca da Onça, catalogado pelo IPHAN, localiza-se em
propriedade particular (Fazenda Pedra), próximo ao perímetro urbano de Formosa, sendo
formado por um conjunto de cavernas originadas da dissolução de rochas calcárias,
pertencentes ao Grupo Bambuí. Nas paredes e no teto da cavidade se apresentam
diversas representações de pintura rupestre, com motivos geométricos (círculos, linhas
e pontos), representações do céu e biomorfos (animais, pés) pintados em cores vermelha
e preta, além de outros desenhos ainda não contextualizados.

Algumas destas expressões foram comparadas com grafismos de outras regiões
do país, denotando semelhanças entre si, muito embora não se tenha, até então,
estabelecido um estudo pormenorizado quanto à datação absoluta, tradição e
ancestralidade destas figuras. O interior da caverna é composto por espeleotemas. As
pinturas demonstram que o local serviu de abrigo (temporário ou prolongado) de grupos
de coletores/caçadores que se estabeleceram nesta região no período pré-histórico, a
exemplo do que ocorreu no sítio arqueológico do Bisnau, localizado a aproximadamente
50 km de distância.

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Quem somos?

JOSÉ MAURO MARTINI

Geólogo, formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS/RS em 1984. Concluiu estudos de pós-graduação em nível de Mestrado em Geociências na Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP em 1995 e de Especialização em Geologia do Quaternário no Museu Nacional/UFRJ em 2016.

Participou de inúmeros trabalhos de pesquisa e mapeamento geológico na região amazônica e Centro-Oeste, além de desenvolver estudos sobre ocupações humanas pré-históricas no entorno do rio Madeira-Rondônia.

Durante e após o curso de Especialização, aprofundou conhecimentos no campo da Geodiversidade, Patrimônio Geológico e Geoconservação, agregando informações de temas ligados à evolução da paisagem, geologia histórica e divulgação do conhecimento geológico, a partir de viagens realizadas no país e exterior.

Residindo em Brasília desde 2008, realizou inúmeros trabalhos de campo no DF e entorno, identificando sítios geológicos de relevância paisagística, acadêmica, socioambiental e histórico-cultural.