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MEIO FÍSICO/SOCIOECONÔMICO – CHAPADA DO PIPIRIPAU

Resumo

Poucas feições das paisagens no DF apresentam idades mais antigas que o período
Terciário, mesmo que as rochas e as estruturas geológicas sejam de idade Pré-Cambriana.
No Brasil, se reconhece que os maciços aplainados da fronteira com a Bolívia, localizados
no município de Corumbá/MS, permaneceram intactos nos últimos 70 milhões de anos.
No entanto, as superfícies aplainadas do DF, embora tenham maior altimetria e uma
evolução geológica de idade antiga, apresentam um contexto geomorfológico
diferenciado, ao qual se incorporaram diferentes ciclos de erosão e de aplainamentos de
idades recentes.

Neste ambiente da microbacia do ribeirão Pipiripau, fazendo parte de um segmento
do Planalto Central Brasileiro, os processos geomorfológicos atuantes têm relação com as
superfícies de aplainamento Sul-Americana e Velhas descritas por Charles Lester King na
década de 1950. Tem-se o entendimento que o intemperismo físico-químico das rochas
pertencentes ao Grupo Paranoá, bem como a dissecação da paisagem, foram mais
atuantes na conformação do relevo do período Terciário ao recente, intervalo no qual a
América do Sul, de modo geral, passou por transições climáticas prolongadas que deram…

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Quem somos?

JOSÉ MAURO MARTINI

Geólogo, formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS/RS em 1984. Concluiu estudos de pós-graduação em nível de Mestrado em Geociências na Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP em 1995 e de Especialização em Geologia do Quaternário no Museu Nacional/UFRJ em 2016.

Participou de inúmeros trabalhos de pesquisa e mapeamento geológico na região amazônica e Centro-Oeste, além de desenvolver estudos sobre ocupações humanas pré-históricas no entorno do rio Madeira-Rondônia.

Durante e após o curso de Especialização, aprofundou conhecimentos no campo da Geodiversidade, Patrimônio Geológico e Geoconservação, agregando informações de temas ligados à evolução da paisagem, geologia histórica e divulgação do conhecimento geológico, a partir de viagens realizadas no país e exterior.

Residindo em Brasília desde 2008, realizou inúmeros trabalhos de campo no DF e entorno, identificando sítios geológicos de relevância paisagística, acadêmica, socioambiental e histórico-cultural.