Trata-se de remanescentes de lavra garimpeira do período colonial localizados
nas margens do rio das Almas, próximo ao perímetro urbano de Pirenópolis. Os vestígios
se apresentam na forma de arranjos de pedras, paleocondutos de água e grupiaras
(depósitos de cascalho lavado) depositados em meia encosta, oriundos das catas
utilizadas para a separação do ouro.
Os registros de uso e ocupação local são demonstrados pela presença de blocos
e matacões rochosos remobilizados, frequentemente pouco arredondados, que serviam
de condutos à concentração do ouro existente nos terraços e no leito do rio. Não há
pesquisas detalhadas sobre a ocorrência de outros registros arqueológicos no local, de
maneira a propiciar evidências da extensão da atividade, senão informações sobre o
período de apogeu e declínio, relatados durante a viagem do naturalista Auguste de Saint
Hilaire na região.