Número de Geossítios: 9
Trajeto: 331 Km (DF – Luziânia/GO)
Tempo de atividades: 9h45
Enfoque: Geológico – Paisagístico – Histórico/Cultural
RESENHA
A visita à igreja do Rosário está inserida no Roteiro 8, compreendendo um patrimônio de valor histórico e artístico tombado pelo governo do estado de Goiás em 1980. Trata-se de uma edificação construída por escravos entre os anos de 1765 e 1767. Neste período, a atual sede municipal denominava-se arraial Santa Luzia, sendo ele instalado em 1746 quando uma bandeira vinda de Paracatu/MG, comandada por Antônio Bueno de Azevedo, descobriu jazidas de ouro em trechos do rio Vermelho, próximo à igreja. Tal descoberta atraiu um número significativo de migrantes, principalmente escravos trazidos da outrora Província de São Paulo. Após o primeiro ano da descoberta, o arraial já contava com mais de 10.000 habitantes. A igreja possui trinta e seis metros de comprimento, doze metros de altura do chão à cumeeira, tendo os paredões levantados em taipa de pilão com até um metro e meio de largura. O entorno da atual sede municipal é rico em vestígios das atividades garimpeiras desse período, destacando-se o rego Saia Velha (Geossítio 68).
JOSÉ MAURO MARTINI
Geólogo, formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS/RS em 1984. Concluiu estudos de pós-graduação em nível de Mestrado em Geociências na Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP em 1995 e de Especialização em Geologia do Quaternário no Museu Nacional/UFRJ em 2016.
Participou de inúmeros trabalhos de pesquisa e mapeamento geológico na região amazônica e Centro-Oeste, além de desenvolver estudos sobre ocupações humanas pré-históricas no entorno do rio Madeira-Rondônia.
Durante e após o curso de Especialização, aprofundou conhecimentos no campo da Geodiversidade, Patrimônio Geológico e Geoconservação, agregando informações de temas ligados à evolução da paisagem, geologia histórica e divulgação do conhecimento geológico, a partir de viagens realizadas no país e exterior.
Residindo em Brasília desde 2008, realizou inúmeros trabalhos de campo no DF e entorno, identificando sítios geológicos de relevância paisagística, acadêmica, socioambiental e histórico-cultural.