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BURACO DA ARARA – DOLINA – FORMOSA/GO

Resumo

Se trata de dolina de colapso, de formato circular, oriunda do carste subjacente,
apresentando paredes escarpadas com aproximadamente 50 metros de altura e 120
metros de diâmetro, tendo em seu interior densa cobertura vegetal, desenvolvida em
ambiente permanentemente úmido, e contrastando com a vegetação típica do cerrado
que ocorre em superfície. No interior da cavidade, ocorre o lençol freático, onde se
observa duas galerias nas quais se desenvolveu a drenagem subterrânea ao longo das
fraturas rochosas.

Ao caminhar pelas trilhas que bordejam a dolina, é possível observar rochas
quartzíticas intercaladas com metapelitos, na forma de lentes de pequena espessura que
se apresentam em todo o perfil da dolina, no entanto predominando as rochas
quartzíticas. Tais rochas são cartografadas como pertencentes ao Grupo Paranoá, de
idade Meso/Neoproterozóica. O desenvolvimento da abertura interior da dolina decorreu
da dissolução das rochas carbonáticas, que comporiam lentes entremeadas com as
rochas siliciclásticas, não mais observadas.

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Quem somos?

JOSÉ MAURO MARTINI

Geólogo, formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS/RS em 1984. Concluiu estudos de pós-graduação em nível de Mestrado em Geociências na Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP em 1995 e de Especialização em Geologia do Quaternário no Museu Nacional/UFRJ em 2016.

Participou de inúmeros trabalhos de pesquisa e mapeamento geológico na região amazônica e Centro-Oeste, além de desenvolver estudos sobre ocupações humanas pré-históricas no entorno do rio Madeira-Rondônia.

Durante e após o curso de Especialização, aprofundou conhecimentos no campo da Geodiversidade, Patrimônio Geológico e Geoconservação, agregando informações de temas ligados à evolução da paisagem, geologia histórica e divulgação do conhecimento geológico, a partir de viagens realizadas no país e exterior.

Residindo em Brasília desde 2008, realizou inúmeros trabalhos de campo no DF e entorno, identificando sítios geológicos de relevância paisagística, acadêmica, socioambiental e histórico-cultural.