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ESTAÇÃO ECOLÓGICA DAS ÁGUAS EMENDADAS – PLANALTINA/DF

Resumo

Em algumas áreas do DF podem ser observadas áreas florestais semelhantes a
refúgios, onde ainda não se manifestou a ação antrópica. Outrora, estas regiões foram
ocupadas por uma vegetação diferente, considerando os períodos secos que ocorreram
ao mesmo tempo das últimas glaciações, entre 18.000 e 13.000 anos antes do presente –
AP. Neste período, a ampla floresta úmida foi reduzida a núcleos separados entre si por
formações vegetais abertas (savanas). Esta circunstância provocou o isolamento por
períodos às vezes prolongados, dando origem a endemismos florestais, além de provocar
o isolamento da fauna ambientada ao meio.

Dentre os ecossistemas existentes no planeta, o cerrado é o mais antigo.
Desenvolveu-se a partir de 65 milhões de anos e se consolidou há 40 milhões de anos,
sendo reconhecidas atualmente em torno de 12.000 espécies vegetais neste bioma. No
entanto, o solo deste ambiente vem sendo degradado atualmente por meio do uso e
ocupação intensiva, quase sempre acompanhadas pela retirada da vegetação e
implantação de espécies exóticas, como a braquiária, vinda do continente africano, e de
outras espécies vindas da Austrália.

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Quem somos?

JOSÉ MAURO MARTINI

Geólogo, formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS/RS em 1984. Concluiu estudos de pós-graduação em nível de Mestrado em Geociências na Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP em 1995 e de Especialização em Geologia do Quaternário no Museu Nacional/UFRJ em 2016.

Participou de inúmeros trabalhos de pesquisa e mapeamento geológico na região amazônica e Centro-Oeste, além de desenvolver estudos sobre ocupações humanas pré-históricas no entorno do rio Madeira-Rondônia.

Durante e após o curso de Especialização, aprofundou conhecimentos no campo da Geodiversidade, Patrimônio Geológico e Geoconservação, agregando informações de temas ligados à evolução da paisagem, geologia histórica e divulgação do conhecimento geológico, a partir de viagens realizadas no país e exterior.

Residindo em Brasília desde 2008, realizou inúmeros trabalhos de campo no DF e entorno, identificando sítios geológicos de relevância paisagística, acadêmica, socioambiental e histórico-cultural.