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ESTROMATÓLITOS

Resumo

Os estromatólitos são rochas biosedimentares laminadas, formadas por atividade
de cianobactérias, em ambientes aquáticos rasos do pré-Cambriano até idades recentes,
sempre associadas com a precipitação de carbonatos. Por serem fósseis antigos, sua
ocorrência está vinculada à presença de microorganismos que realizam a fotossíntese,
sendo reconhecidas no Brasil rochas desta natureza com idades de até 2,4 bilhões de anos
em MG. No DF, as ocorrências têm idades mais recentes. As dimensões métricas de
ocorrência, quando existentes, indicam condições plataformais de desenvolvimento,
sendo frequentemente associadas a ambientes sem contribuição de sedimentação
siliciclástica.

Neste afloramento, se observam blocos rochosos com dimensões de
aproximadamente dois metros, apresentando coloração cinza-escura, maciços, com
incipiente desenvolvimento de níveis laminados e feições colunares. Em relação às
estruturas biosedimentares, elas são utilizadas para determinar antigos paleoambientes
de linhas de costa, além do topo e base de sequências sedimentares dobradas, ocorrendo
tanto no Grupo Paranoá como no Grupo Bambuí. O local de ocorrência se encontra
associado ao Grupo Paranoá e não demonstra inversão da coluna carbonática.

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Quem somos?

JOSÉ MAURO MARTINI

Geólogo, formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS/RS em 1984. Concluiu estudos de pós-graduação em nível de Mestrado em Geociências na Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP em 1995 e de Especialização em Geologia do Quaternário no Museu Nacional/UFRJ em 2016.

Participou de inúmeros trabalhos de pesquisa e mapeamento geológico na região amazônica e Centro-Oeste, além de desenvolver estudos sobre ocupações humanas pré-históricas no entorno do rio Madeira-Rondônia.

Durante e após o curso de Especialização, aprofundou conhecimentos no campo da Geodiversidade, Patrimônio Geológico e Geoconservação, agregando informações de temas ligados à evolução da paisagem, geologia histórica e divulgação do conhecimento geológico, a partir de viagens realizadas no país e exterior.

Residindo em Brasília desde 2008, realizou inúmeros trabalhos de campo no DF e entorno, identificando sítios geológicos de relevância paisagística, acadêmica, socioambiental e histórico-cultural.