Os estromatólitos são rochas biosedimentares laminadas, formadas por atividade
de cianobactérias, em ambientes aquáticos rasos do pré-Cambriano até idades recentes,
sempre associadas com a precipitação de carbonatos. Por serem fósseis antigos, sua
ocorrência está vinculada à presença de microorganismos que realizam a fotossíntese,
sendo reconhecidas no Brasil rochas desta natureza com idades de até 2,4 bilhões de anos
em MG. No DF, as ocorrências têm idades mais recentes. As dimensões métricas de
ocorrência, quando existentes, indicam condições plataformais de desenvolvimento,
sendo frequentemente associadas a ambientes sem contribuição de sedimentação
siliciclástica.
Neste afloramento, se observam blocos rochosos com dimensões de
aproximadamente dois metros, apresentando coloração cinza-escura, maciços, com
incipiente desenvolvimento de níveis laminados e feições colunares. Em relação às
estruturas biosedimentares, elas são utilizadas para determinar antigos paleoambientes
de linhas de costa, além do topo e base de sequências sedimentares dobradas, ocorrendo
tanto no Grupo Paranoá como no Grupo Bambuí. O local de ocorrência se encontra
associado ao Grupo Paranoá e não demonstra inversão da coluna carbonática.