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LATOSSOLOS – CHAPADA DE SOBRADINHO

Resumo

Neste trecho da Rodovia DF-150, próximo à BR-020, se observa a cobertura
arbórea do cerrado parcialmente preservada, em meio à vegetação de campo sujo e de
origem antrópica (braquiária) sob as quais se desenvolveram perfis de latossolos. O local
se encontra no domínio da chapada de Contagem, junto ao núcleo habitacional
Sobradinho II, e próximo ao vértice leste do Parque Nacional de Brasília. O relevo é
aplainado, bem drenado, com ausência de ravinas, tendo cobertura superficial não
pedregosa e com ausência de afloramentos rochosos.

As chapadas do DF apresentam evolução diferenciada em relação àquelas de
menor nível altimétrico. Os fundamentos deste ambiente estão contemplados na teoria
da pediplanação, amplamente aceitos no domínio oriental do Brasil, sendo baseados nas
observações de campo e no conhecimento geológico de Lester Charles King em 1956. No
entanto, com os registros geocronológicos recentes, envolvendo a datação das variações
paleoclimáticas, em particular àquelas do Paleoceno e Eoceno, além das modernas
concepções sobre o início e término do soerguimento tectônico na América do Sul,
permitiram a revisão de alguns postulados até então interpretados sobre a evolução da
paisagem.

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Quem somos?

JOSÉ MAURO MARTINI

Geólogo, formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS/RS em 1984. Concluiu estudos de pós-graduação em nível de Mestrado em Geociências na Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP em 1995 e de Especialização em Geologia do Quaternário no Museu Nacional/UFRJ em 2016.

Participou de inúmeros trabalhos de pesquisa e mapeamento geológico na região amazônica e Centro-Oeste, além de desenvolver estudos sobre ocupações humanas pré-históricas no entorno do rio Madeira-Rondônia.

Durante e após o curso de Especialização, aprofundou conhecimentos no campo da Geodiversidade, Patrimônio Geológico e Geoconservação, agregando informações de temas ligados à evolução da paisagem, geologia histórica e divulgação do conhecimento geológico, a partir de viagens realizadas no país e exterior.

Residindo em Brasília desde 2008, realizou inúmeros trabalhos de campo no DF e entorno, identificando sítios geológicos de relevância paisagística, acadêmica, socioambiental e histórico-cultural.