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REGO DA SAIA VELHA – LUZIÂNIA/GO

Resumo

Trata-se de trecho remanescente de antigo canal condutor construído pelos
escravos, denominado rego da saia velha, que trazia água da cachoeira do ribeirão de
mesmo nome, localizada na região do Gama/DF, até a lavra de ouro do Cruzeiro, na parte
alta do arraial Santa Luzia, adjacente a igreja do Rosário. Devido à sua grande extensão,
parte de seu trecho já se encontra degradado, às vezes arborizado em seu leito ou
mesmo preenchido por sedimentos oriundos da erosão das encostas. Outros trechos,
ainda, são facilmente observados em fotografias aéreas de melhor resolução.

A extensão do canal é desconhecida, tendo aproximadamente dois metros de
largura e um metro de declividade a cada quilômetro percorrido. O seu percurso segue
predominantemente o planalto da região do Gama, tendo altitude de 977 metros
próximo ao morro do Falcão, no perímetro urbano de Luziânia/GO, local onde é possível
observar parte do trecho com relativa facilidade. A construção teve seu início em
11/04/1768, sendo concluída em 11/09/1770 e servindo ao propósito até o ano de 1780,
quando deixou de ser utilizado. Cerca de dois mil escravos participaram da construção
no período de maior atividade.

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Quem somos?

JOSÉ MAURO MARTINI

Geólogo, formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS/RS em 1984. Concluiu estudos de pós-graduação em nível de Mestrado em Geociências na Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP em 1995 e de Especialização em Geologia do Quaternário no Museu Nacional/UFRJ em 2016.

Participou de inúmeros trabalhos de pesquisa e mapeamento geológico na região amazônica e Centro-Oeste, além de desenvolver estudos sobre ocupações humanas pré-históricas no entorno do rio Madeira-Rondônia.

Durante e após o curso de Especialização, aprofundou conhecimentos no campo da Geodiversidade, Patrimônio Geológico e Geoconservação, agregando informações de temas ligados à evolução da paisagem, geologia histórica e divulgação do conhecimento geológico, a partir de viagens realizadas no país e exterior.

Residindo em Brasília desde 2008, realizou inúmeros trabalhos de campo no DF e entorno, identificando sítios geológicos de relevância paisagística, acadêmica, socioambiental e histórico-cultural.